Negociações 2012

 

 

Os pisos da categoria passam a vigorar a partir de 1º de março de 2012, com os seguinte valores:

 

EDUCAÇÃO INFANTIL......................................R$ 7,05
ENSINO FUNDAMENTAL I................................R$ 7,05
ENSINO FUNDAMENTAL II...............................R$ 8,15
ENSINO MÉDIO...............................................R$ 13,43
CURSOS LIVRES E IDIOMAS.............................R$ 13,43
EDUCAÇÃO SUPERIOR.....................................R$ 24,11
AUXILIAR ADMINISTRATIVO...............................676,00 (piso mínimo fixo)
AUXILIAR DOCENTE............................................676,00
AUXILIAR DE SERV GERAIS..................................652,00

 

Observe-se que os docentes (professor e professoras) recebem por hora aula, assim os valores expressos acima de 7,05 a 24,11 correspondem a uma hora/aula. O professor é contratado por número de aulas ministradas na semana.  LOGO SALÁRIO DE R$ 740,25, por  20 horas/aulas semanais e R$ 1,480,50 por período integral com  40 horas/aulas semanais. Para calculara salários é só calcular, assim: Nº de horas/aulas X 5.25 X 13,43 = Salario a receber (5.25 corresponde a 4,5 semanas no mês + 1/6 de DSR – descanso semanal remunerado)

 

Mais uma vez, os integrantes da comissão negociadora do Sintrae-MS se empenharam em buscar o melhor para seus representados, o índice concedido representa um ganho real de 1,53% acima da inflação.

 

O prof. Ricardo Martinez Froes agradece o apoio silencioso da nossa aguerrida categoria, saudando a todos e a todas fraternalmente, em nome da diretoria do nosso laborioso sindicato.

 

PATRÕES E TRABALHADORES DAS ESCOLAS PARTICULARES NÃO FECHAM NEGOCIAÇÃO 2012

 

Na segunda rodada de negociação, representantes patronais e de trabalhadores não chegam a um acordo hoje. O impasse ficou por conta dos pisos salariais da categoria, os patrões querem pagar só o salário mínimo aos Administrativos e Auxiliares, isso segundo o Prof. Ricardo Froes significa exploração, pois o mínimo numa negociação justa e honesta deveria se mantido o ganho real do ano passado em relação piso e salário mínimo nacional. Os negociadores patronais não aceitam manter o piso da categoria no patamar de ganho na mesma proporção do ano passado.

 

No ano passado, o salário mínimo era de R$ 545,00 e o piso do Administrativo era de R$ 620,27, logo os trabalhadores tinham uma diferença de ganho de R$ 75,27 em relação ao mínimo nacional, para que os trabalhadores mantenham o mesmo ganho do ano anterior é preciso que as escolas particulares paguem um piso salarial de R$ 713,00 e é isso que eles se negam a pagar.

 

O que foi pior hoje é que os representantes patronais propuseram reajuste diferenciado aos trabalhadores, de 6% aos Administrativos e de 8% aos Auxiliares. Isto jamais poderia ser aceito na concepção dos representantes dos trabalhadores, pois não há o que se fazer diferença entre um e outro, por que não aplicar os mesmos 8% aos Administrativos e Auxiliares, uma visão deturpada da realidade nacional, uma vez que o PIB apresenta crescimento econômico e as escolas cada vez mais crescem em ganho real, mas não querem promover distribuição de renda, na verdade querem pagar menos para ganhar mais.

 

Ainda vale ressaltar nesta negociação que algumas escolas informaram o sindicato de trabalhadores que no mínimo vão conceder 10% de reajuste salarial, a exemplo: a Funlec já o fez, e ainda antecipou para fevereiro referido reajuste.

 

Segundo o prof. Ricardo, o Sinepe-MS precisa mudar a visão, e valoriar mais os trabalhadores das escolas particulares. É fato que na visão atual quer pagar menos que um salário comercial e de pequenos comércios da capital. Já é tempo de mudanças, o País é a sexta economia do mundo e ainda estamos vivendo na situação do subdesenvolvimento que estavam a duas décadas atrás.

 

Hoje, a comissão negociadora que representam os trabalhadores em escolas particulares deixaram a mesa de negociação, após a presidente do Sinepe-MS , fechar as negociações, afirmando ser a sua última proposta em mesa.

 

Os trabalhadores esperam que os patrões possam refletir sobre a injusta proposta mantida na mesa de negociação através da qual tenta impor a exploração dos trabalhadores em especial os Auxiliares e Administrativos.

 

Espera-se que os patrões que estavam à mesa tenham consciência do que estão promovendo, na exata, dimensão de suas propostas injustas.

 

Os trabalhadores representados pelo Sintrae-MS podem ter a certeza de que a comissão negociadora fará o melhor por eles sem o medo que eles impõem a nós no mundo do nosso trabalho educacional. Medo da retaliação, medo da demissão, medo do fechamento de escolas, medo da manutenção do trabalho.....Esse medo já se foi com o tempo, hoje o mercado de trabalho impõe justiça social e honestidade nas tratativas negociais. Eis o desabafo de quem está à frente de nossa entidade e se orgulha dela.

 

NEGOCIAÇÕES 2012 – PAUTA SALARIAL ENTRE O SINEPE-MS (SINDICATO DOS PATRÕES) E SINTRAE-MS (SINDICATO DOS TRABALHADORES)

 

 

 

Ocorreu hoje, 08 março, às 14 horas, a primeira rodada de negociação entre o Sintrae-MS e o Sinepe-MS. Após as apresentações de praxe, inclusive a do dia internacional das mulheres, ressaltou o professor Ricardo M Froes que as valorosas mulheres do mundo do trabalho estão bem representadas na base patronal.

 

As comissões negociadoras parte a parte expuseram as dificuldades. As escolas reclamam que continuam a perder bons professores para rede publica por conta da política econômica do governo, atualmente, reajustou o piso em 22%, perfazendo o total de 1.450,00, aproximadamente.

 

A presidente do Sinepe afirmou categoricamente que as escolas privadas não tem condições de conceder referido reajuste. Na oportunidade, fez a proposta de reajuste possível segundo ela, de aplicar aos salários em geral dos trabalhadores em escolas privadas, qual seja: INFLAÇÃO + 1% (de ganho real). Por sua vez, o Sintrae-MS e sua comissão negociadora sugeriram aos patrões a manutenção da proposta inicial dos trabalhadores a 10% e 15% nos pisos. Sabemos o que é impossível e o possível, disse o prof. Ricardo, não temos sonhos, pois política econômica se faz com planejamento. E isso está faltando às comissões negociadoras do Sinepe e do Sintrae, pois as negociações já deveriam estar encerradas nesta época.

 

As mensalidades escolares foram reajustadas em dezembro/2011, tomando por base o pico da inflação de aproximadamente 6,5%, não se justifica a não antecipação do reajuste aos professores e demais trabalhadores para o mês de janeiro.

 

O professor Eduardo Botelho questionou a respeito do professor ser horista, pois eles ganham as aulas que a escolas oferecem e daí resulta a composição de sua renda. Assim, a evasão de alunos não interessa ao professor do setor privado. Ricardo discorta do discurso patronal que há evasão de alunos do setor privado, na verdade, ocorre migração de alunos de escola para outras escolas do setor privado.

 

Ao final, as partes suspenderam as negociação, marcando uma nova rodada de negociação para o dia 13 de março, próximo, às 8 horas na sede do Sinepe-MS

 

Assembléia Geral Extraordinária

 

Assembléia Geral Extraordinária dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino da base do Sintrae-MS será realizada, amanhã, quinta-feira, dia 09 de fevereiro do corrente ano. Para discutir dois pontos:

 

  1. 1- Reajuste salarial da categoria, com data base em primeiro de março;
  2. 2- Contribuições sindicais ao Sintrae-MS, pelos associados.

 

Assim, convoca todos os trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de sua base, nos termos dos Editais, publicado dia 06 de fevereiro do corrente ano.

 

Em janeiro do corrente ano o presidente do Sintrae-MS enviou ofício ao Sinepe-MS, em que solicita antecipação de reajuste, nos termos abaixo:

 

O Prof Ricardo Martinez Froes reivindica ao Sindicato Patronal antecipação de reajuste salarial de 10% (dez por cento), ao 1º de janeiro de 2012, para os professores, os administrativos, auxiliares, a ser compensada na próxima data-base.

 

Frise-se que a reivindicação apresenta-se justa e razoável, pelos seguintes motivos:

 

2. Apesar de a valorização dos profissionais da educação escolar revestir-se da condição de princípio constitucional, consoante o disposto no Art. 206, inciso V, da Constituição Federal, passados vinte e três de sua vigência, este ainda não ganhou efetividade, quer para os professores de escolas públicas, quer para os de escolas particulares, pois que não se lhes paga remuneração condigna.

 

3. Desde o ano de 2003, adotou-se a política de valorização do salário mínimo, corrigindo-o, anualmente, sempre acima da inflação, com a finalidade de recuperar-lhe o poder real, corroído ao longo dos anos anteriores, seja pela inflação, seja pela deliberada política de sua contenção, que refletia a sua proposital desvalorização.

 

3.1 Como resultante da citada política de recuperação do salário mínimo, em janeiro de 2012, foi-lhe incorporada, além da inflação medida pelo INPC de 2011, o percentual de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2010, correspondente a 7,50% (sete inteiros, vírgula cinqüenta por cento), totalizando o percentual de 14,13% (quatorze inteiros, virgula treze por cento), o que o elevou para R$ 622,00 (seiscentos e vinte e dois reais).

 

3.1.1 Com isso, no período de 2003 a 2012, a correção do salário mínimo alcançará o percentual de 159,17% (cento e cinqüenta e sete, vírgula setenta e quatro por cento).

 

3.2 Igualmente, no período em destaque, os salários dos profissionais da educação escolar foram reajustados em 74% (setenta e quatro inteiros por cento). 3.2 Por essas razões, no período em questão, os salários dos trabalhadores em estabelecimentos de ensino registram a defasagem de 85,17( oitenta e cinco, vírgula dezessete pontos percentuais), em relação ao salário mínimo.

 


4. Salienta-se, que, em momento algum, houve disposição desse Sindicato de repassar aos salários dos profissionais da educação escolar o aumento do PIB, o que os deixam sem recuperação do poder de compra e significativamente defasados em relação ao crescimento econômico e ao salário mínimo, que os recebe integralmente.

 

5. A política salarial adotada pelas escolas, de apenas recompor os salários pela inflação dos doze meses anteriores à data-base, além de não permitir o crescimento da massa salarial, deixa-os sempre defasados, pois que só no décimo terceiro mês em que se iniciou o processo de sua corrosão é que há a recomposição.

 


5.1 Assim acontece todos os anos, como se repetisse a maldição de Sisifo, da mitologia grega, que, cotidianamente, por toda eternidade, foi condenada a rola monstruosa pedra, do pé ao cume de uma montanha, mas, logo que o alcança, a pedra rola-lhe, novamente, outra vez, até o pé.

 

5.1.1 É isto o que acontece com os salários, com a diferença de que o topo da montanha só é alcançado uma vez por ano.

 

6 É bem de ver-se que as escolas ganham duas vezes. Primeiro, ao não incorporar aos salários o crescimento do PIB; e, segundo, ao aumentar as mensalidades em janeiro e só reajustar os salários na data-base, que é ao 1º de março.

 

Destarte, Senhora Presidente, a epigrafada reivindicação mostra-se razoável, modesta e absolutamente necessária, além de não acarretar transtorno de nenhuma ordem para as escolas.

 

Diante das razões apontadas, aguardamos o pronunciamento da Presidente do Sinepe-MS, Profª Mª da Glória, que esperamos entenda o sentido razoável de nossa reivindicação.