Presidente do Sintrae-MS alerta que trabalhadores do Ensino Privado precisam se mobilizar


  
A categoria do setor privado de ensino está cada vez mais articulada.  No dia 03 de junho, professores e administrativos das escolas e universidades particulares de Mato Grosso do Sul, integrantes da diretoria do Sintrae-MS, reuniram-se na sede do sindicato para debater questões administrativas e, principalmente, para avaliar o cenário sociopolítico que pode interferir gravemente nos direitos dos trabalhadores com a reforma trabalhista e reforma da Previdência Social.

Segundo o presidente do Sintrae-MS, professor Eduardo Botelho, as situação para os trabalhadores pode se tonar crítica. “No dia 06 de junho, foi aprovada - pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do senado, em Brasília, o relatório da famigerada Reforma Trabalhista, por 14 votos a 11. Diante da crise política que vivenciamos, com tantas comprovações de corrupções, é evidente que estas reformas só visam beneficiar a minoria abastada do país. Por isso, tanta pressa dos parlamentares em prosseguirem com as votações mesmo diante de uma crise tão vergonhosa que desmascara políticos que preferem vender o país para garantir suas fortunas ilegais”, destaca o presidente.

 
Foto: Presidente do Sintrae-MS, professor Eduardo Botelho.

Sobre as questões que envolvem a sobrevivência dos sindicatos, Eduardo Botelho destaca que as categorias devem analisar o trabalho de seus representantes sindicais e se inteirar sobre as reais razões para os parlamentares tentarem enfraquecer as bases trabalhistas.

“Os parlamentares querem afetar os sindicatos, alertamos que os profissionais devem manter uma visão crítica. Por que o capital pretende acabar com as instituições que defendem os trabalhadores? Para enriquecer cada vez mais os ricos, com lucros exorbitantes e mão de obra barata. Hoje, são muitas as conquistas na justiça trabalhista na defesa das categorias. Os trabalhadores têm essas garantias devido ao longo período de luta do movimento sindical. No entanto, o mercado financeiro, utiliza os parlamentares e as grandes mídias televisivas para tentar deturpar a imagem das entidades sindicais, tentando colocar os trabalhadores contra aqueles que tanto lutam pela manutenção dos seus direitos”, enfatiza o professor.

Sindicalizar
O presidente do sindicato destaca que os trabalhadores precisam somar força para fortalecer o sindicato, para que assim possam ter a quem recorrer no futuro pela defesa trabalhista. “O Sintrae-MS é atuante e participativo, jamais desistiremos da luta em representatividade aos profissionais da educação do setor privado, neste momento precisamos da união, fortalecer ainda mais os sindicato por que ainda há muitas batalhas diante do cenário político que se desdobra”, analisa.

Mobilização dos trabalhadores marca história de Campo Grande-MS

manifestacao

No dia 28 de abril, cerca de 60 mil pessoas participaram da paralisação nacional em Campo Grande Mato Grosso do Sul. Foi um marco histórico para a capital que demonstra a preocupação dos trabalhadores, estudantes, sociedade civil organizada com as propostas para a Reforma da Previdência Social e Reforma Trabalhista.

Desde às 6 horas da manhã manifestantes se posicionavam na praça Ary Coelho, no coração da cidade. Às 10 horas, iniciou-se a gigantesca marcha pelas principais avenidas da capital. A mobilização contou com o apoio dos comerciantes, que fecharam as portas das lojas e se posicionaram nas fachadas, muitos com bandeiras do Brasil, demonstrando solidariedade ao movimento.

O presidente do Sintrae-MS, professor Eduardo Botelho destaca que foi um movimento vitorioso, que traz de volta o clamor social e a união em prol das questões trabalhistas. Entre os objetivos dos manifestantes, está a sensibilização dos parlamentares para que votem NÃO às Reformas.

“Há muito tempo não se via um protesto com participação popular tão expressiva, em pleno dia de semana, com passeata de tamanha proporção. Superou e muito a expectativa porque a população está sentindo as maldades do governo Temer, todos os trabalhadores almejam uma aposentadoria digna e condições de trabalho justas que valorizem os profissionais. Mas, nos deparamos com uma reforma que precariza as relações de trabalho”, critica Botelho.

 

Mídia Local x Movimento

Segundo o presidente do Sintrae-MS a mobilização foi tão expressiva que incomodou muitos líderes que comandam o mercado financeiro, tanto, que tentaram mascarar a real proporção do movimento. “Assim como a mídia nacional, muitos veículos midiamáticos locais tentaram diminuir o tamanho da mobilização em Campo Grande, divulgando número de adesão muito abaixo do real e dando destaques a fontes favoráveis ao desmonte das relações de trabalho. No entanto, hoje temos as redes sociais e a sociedade manifestou-se desmascarando a manipulação das informações sobre a paralisação nacional. Os brasileiros estão cada vez mais participativos e juntos vamos lutar até o último momento para impedir o retrocesso”, ressalta o professor Eduardo.

 Fonte: Assessoria de Imprensa Sintrae-MS

Mobilização Nacional 11/11 - NÃO A PEC 241 (55). Participe!

15002452 1271804626214745 7961132650225889689 o

O Governo Temer, Congresso Nacional (Câmara e Senado Federal) e Supremo Tribunal querem destruir o Brasil, retirando todas as conquistas sociais - garantidas pela Constituição Federal (CF) de 1988 - para enriquecer ainda mais os políticos, os banqueiros e  os especuladores.

Propõem congelar a educação, a previdência, a segurança e a saúde por vinte anos, por meio da Proposta de Emenda Constitucional PEC N. 214/2016, já votada na Câmara e agora em discussão no Senado, sob o N. 55/2016. Esta PEC, de forma criminosa, diz, em outras palavras, que durante duas décadas, a população brasileira não pode crescer, não pode adoecer e não pode estudar. Isso porque sem investimento na educação, na  saúde, teremos de congelar o crescimento populacional. Com a aprovação da PEC, jamais haverá ensino de qualidade.

Reforma do Ensino Médio e Ocupações das Escolas 

O Governo ainda baixou a Medida Provisória (MP) N. 746/2016, sob o falso pretexto de mudar o ensino médio, que, de fato, vive a sua pior fase; mas, na verdade, esta MP tem por objetivos: elitizar a educação, impedindo os filhos dos trabalhadores a terem acesso a ela. Esta MP representará a volta ao passado, que não deixou nenhuma saudade: educação só para os ricos.

Jovens fazem frente  a estas medidas que, se não forem barradas, imediatamente, acabarão com o Brasil. Milhares deles ministram a todos uma inesquecível lição de cidadania: a pacífica ocupação de centenas de escolas.

Estes jovens merecem o apoio e a admiração de quem quer o Brasil justo e livre; a sua bandeira só não é apoiada por quem quer transformar o Brasil em paraíso para os ricos e inferno para os pobres; como era até o início o ano de 2000.

É hora dos(as) trabalhadores  e todos os cidadãos que valorizam da democracia dar a mesma lição dos estudantes, saindo às ruas e protestando, começando por esta mobilização nacional – que ocorre no dia 11 de novembro; pressionando os deputados e senadores para que tenham vergonha e decência e não votem por mais sacrifícios para o povo trabalhador.

Mobilização Já! Pois, com a PEC 55/2016 e MP 746/2016 outros crimes estão a caminho, como: a terceirização plena, previdência sucateada, segurança deteriorada

A hora é de luta e resistência!

SINTRAE-MS participa de Dia Nacional de Luta em defesa da classe trabalhista

foto manifestacao cg

No dia 10 de junho, o SINTRAE-MS uniu-se a 79 instituições e a trabalhadores de Mato Grosso do Sul, juntos participaram do Dia Nacional de Luta em Defesa da Classe Trabalhadora. A mobilização aconteceu em Campo Grande, onde mais de 10mil pessoas marcharam pelas principais avenidas da capital.

O presidente do sindicato, professor Eduardo Botelho, destaca que os manifestantes levaram balões coloridos destacando as bandeiras de luta: contra a Lei da Mordaça, contra a retirada de diretos trabalhista, contra o fim da aposentadoria especial dos professores e contra o golpe político (Fora Temer), contra o Projeto que autoriza a prevalência do negociado sobre o legislado, entre outros.

“Além das manifestações já citadas, nós do Sintrae-MS participamos em defesa da educação, contra a possível reforma da previdência social, enfim, defendemos que os direitos conquistados a duras penas pelo movimento sindical sejam mantidos em meio à instabilidade política que instaurou-se no país”, ressalta. 

O movimento contou com a participação da Frente Brasil Popular, CTB-MS, Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de MS), Fitrae MTMS (Federação Interestadual dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino dos Estados de MT e MS), Fetagri (Federação dos Trabalhadores da Agricultura), Fettar (Federação dos Trabalhadores Assalariados Rurais de Mato Grosso do Sul), CUT (Central Única De Trabalhadores), Sinted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação em Dourados – MS), sindicatos e movimentos sociais.

Trabalhadores em instituições de ensino têm direito a adicional insalubridade

Os trabalhadores que executam atividades em locais que de alguma forma possam ocasionar risco à saúde têm assegurado o direito de receber adicional salarial por insalubridade. De acordo com a Norma Regulamentadora 15, do Ministério do Trabalho (MTB), são consideradas insalubres as atividades ou operações que por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, expõem o empregado a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza, da intensidade do agente e o tempo de exposição aos seus efeitos.

Leia mais...

O resgate da dignidade e da verdade histórica

comissao verdade

Professores e funcionários administrativos que sofreram alguma violência durante o regime de ditadura militar entrem em contato com a Fitrae MTMS e Sintrae /MS

A jovem república brasileira sofreu, ao longo destes 125 anos, inúmeros momentos de turbulência e ausência de democracia. A primeira república foi marcada pela concentração de capital e a violenta repressão aos movimentos sociais. O campo brasileiro e as áreas urbanas sofreram com o descaso de uma república aristocrática e arcaica, o que por si só já configura uma enorme contradição republicana.

No entanto, o que estava ruim poderia piorar, e piorou. Após a Revolução de 1930, o Brasil mergulhou numa violenta ditadura inspirada no nazi-fascismo europeu. Getúlio Vargas governou o país por uma década e meia utilizando, como agente de persuasão, o violento braço policial, que teve em Filinto Muller, chefe da polícia do Rio de Janeiro, seu maior expoente.

Leia mais...